logo do cabeçalho
Gravataí

Cebolinha tem oficina de preparação para o mercado de trabalho

A Escola Municipal Especial Cebolinha oportuniza desde março a ex-alunos e à comunidade a Oficina de Produção. A diretora da instituição, Josefa Lopes, conta que o objetivo é qualificar as pessoas com deficiência mental. “Esperamos inseri-las no mercado de trabalho”, explica a diretora.

Josefa relata que a Cebolinha realizou uma parceria com a empresa Mundial S.A, que terceirizou a montagem de alicates de unhas. “Esse trabalho é realizado dentro da Oficina de Produção”, diz.

A terapeuta ocupacional da escola, Ana Cláudia Leivas, trabalha há 17 anos no município. Ela conta que atualmente nove ex-alunos estão inseridos no projeto. “Eles recebem remuneração mensal, vale-transporte e lanches, por quatro horas de trabalho, em cinco dias por semana”, salienta.

Autonomia e inclusão

Nosso objetivo é conquistar a autonomia do ex-aluno, sua independência, e conseqüentemente, a inclusão social”, enfatiza a terapeuta. Ela destaca que os freqüentadores da Oficina de Produção têm que assinar livro ponto e se comprometerem com o projeto.

A média de idade dos alunos é de 17 a 22 anos, e todos têm deficiência mental leve ou moderada, associada com outras patologias. “O que vejo neles é saúde e potencialidade para fazerem coisas comuns que todos os adolescentes fazem, como dançar. Aqui vemos o que cada um tem de melhor”, conclui Ana Cláudia.

Alunos

Alexsandro Ferreira, 19 anos, é um dos participantes da oficina. Ele tem o lado esquerdo do corpo paralisado, e a mesa foi adaptada para que pudesse trabalhar. “Gosto de vir para o trabalho, ouvir música e dançar”, diz o rapaz, que agora está à procura de estágio.

Gilson da Silva, 19, revela adorar cuidar de cavalos. Ele gostaria de trabalhar cuidando de animais. “Estou aprendendo aqui, para poder trabalhar lá fora”, completa.

Fonte: Prefeitura Municipal de Gravataí